Desantropologizando

O antropocentrismo civilizacional FEDE. Culturas “superiores”, culturas “primitivas”. O HOMEM civilizado (sempre citado no masculino), o HOMEM de ciência, o HOMEM pica das galáxias que morreria em poucos dias sozinho na selva porque, com sua abstração, se desconectou tanto da realidade que se esqueceu quem é.

Esse HOMEM criou um sistema insustentável em torno e abaixo de si – construído em cima dos escombros de povos e modos de vida que sua lógica ajudou a massacrar -, carregado pelos descendentes desses povos, pelas mulheres , por todxs aquelxs que não têm uma pica branca do tamanho da sua.

Tamanho esforço em DIFERENCIAR o ser humano (ou o HOMEM) dos outros animais, de apontar sua suposta superioridade. Tão singular e especial, esse tal HOMEM! – E assim esqueceu de sua relação com toda a cadeia da vida.

Ao invés de me debruçar sobre as especificidades, dissecá-las, catalogá-las, prefiro tentar entender as relações. E aí chegamos ao ponto-chave: O SENTIDO da produção de conhecimento, científico ou não.

[Trecho das anotações caóticas de viagem ou desabafo ao ler a Antropologia Filosófica de Cassirer]

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