Yporã, uma experiência permacultural no Uruguay

Yy porã, em guarani, significa Água Sagrada, Água Bonita, Água Boa. E bonito que, nessa língua, Bonita e Boa e Sagrada sejam a mesma coisa. Pra ser boa tem que ser bonita, e se é bonita é sagrada. E boa.

Conheci Yrupe, ou Analú, ou ainda Ana Lucia Rapetti, numa cerimônia Guarani no Uruguay. “Essa aí do teu lado é a mulher incrível da qual eu te falei”, me disse Yxapy, a minha guia nos caminhos Guarani cujas trilhas me levaram ao país hermano. Ela me contou, ainda no Brasil, sobre tantas coisas e pessoas incríveis no Uruguay, que eu não tinha a mínima ideia do que exatamente seu recado tratava. Mas pelo fato de ela ter levantado de seu local e dado a volta ao redor da fogo especialmente pra me falar isso, já presumi que a dica era certeira.

A cerimônia se passou, dormimos ao redor da fogueira, e só no dia seguinte fui falar com Yrupe. A essas alturas já tinha recolhido mais alguma informação, nada muito preciso, algo em torno de comunidade e permacultura. O que já me bastou.

Ela me contou que sim, mora num sítio, que se chama Yporã. Não é bem uma comunidade, mas que ela trabalha com permacultura. E que eu poderia passar uns dias lá.

 

Caderno de campo: o cotidiano em Yporã

26 de janeiro de 2017. Cá estou en las sierras de Rocha, na cozinha externa de Analú. Cheguei anteontem, bem na hora da siesta. Cruzei com um voluntário francês no caminho (“Vicente”, falou em sotaque brasileiro, depois de perguntar de onde eu era), que descansava de seu trabalho na obra de uma das casas da vizinhança.

Fui anunciada por Pan de Dios, o companheiro canino. Analú saudou alegre da janela de seu quarto, em meio a um telhado de palha.  Me levou até a cozinha externa, larguei minhas coisas, ela me ofereceu água e começamos a conversar (ela tem uma cozinha dentro de casa também, mas durante o verão só usa a externa). Pegou uma caixa de duraznos, ou pêssegos, duas tábuas e duas facas e perguntou se eu a ajudava a descascar. Ela disse que os pêssegos eram daqui e que ia fazer doce.

Ela contou que, antes de vir pra esse sítio, morou na casa de uma amiga em La Tahona, uma espécie de experimento comunitário vizinho que agora está fechado, e que sabia que queria viver aqui na região, “cuidando do monte”. Em 2010 surgiu a oportunidade de comprar uma terra coletiva, que dividiram em 11 lotes. Dos antigos, só ela mora aqui – alguns mantém seus terrenos mas continuam com suas vidas em outros lugares, outros repassaram sua parte. Mais cinco famílias vivem atualmente no local, inclusive sua filha Vera – com seu companheiro, seu filho e a filha que carrega na barriga.

Cozinha externa

Existem alguns acordos comuns: que todos construam, plantem, gerem energia e façam seu saneamento de maneira ecológica (ou seja, banheiros secos, tratamento de água com plantas, captação de água de chuva, energia solar, bioconstruções e cultivo da terra no mínimo orgânico), mantenham áreas de vegetação intocadas e sejam responsáveis por seus animais. As mulheres estão com um grupo de farmácia (plantas medicinais e produtos naturais) e os homens se ajudam na bioconstrução de suas casas.

Quando eu pedi para ela contar a história dessa terra, ela disse que “ainda está começando”. Para ela, depois de sete anos, ainda se trata de um início. Ana não é muito de falar, de teorizar. É mais da ação, e sabe delegar tarefas muito bem – sabe reconhecer coisas que precisam ser feitas e indicar como fazê-las. E faz junto. E se anima com os resultados. A generosidade e a disposição dela são incríveis.

Paulo, Pan de Dios, Ana e João

Disse que o que faz aqui é permacultura e que tem vontade de conhecer grupos que trabalham com permacultura no Brasil, mas que sejam de pessoas que vivem na terra.

Logo depois conheci João e Paulo, que acordaram da siesta. Eles são dois brasileiros de uns vinte e tantos anos que estão viajando e também vieram passar uns dias com Ana, trabalhando e desfrutando. Eles foram os meus guias, me mostraram o banheiro seco (um banheiro aberto num lugar mocado, no meio do capim alto – não tinha teto, não tinha nada, quer dizer, privada tinha, já o capim pra jogar em cima do cocô tem que ir arrancando no caminho, e aí mistura com a serragem que é deixada lá pra isso), me indicaram onde pegar água para beber e cozinhar (um tanque comunitário, toda água utilizada é captada da chuva), explicaram como faz para lavar a louça com os baldes (usando água captada direto do telhado da cozinha, que vai pra um barril que fica ao lado da pia), me ajudaram a armar a barraca e me levaram até a cañada (que são os córregos que o povo abre pra distribuir a água, lembrando que no Uruguay, ou pelo menos nessa região, o clima é relativamente seco), que forma um poço, o “recanto das capivaras”, como diz uma placa – e tomamos banho nus, como se costuma fazer por ali. A naturalidade dos corpos.

Eu, Paulo, João e a fumaça

Fui até a escola com eles, a algumas centenas de metros do sítio, que está fechada pelas férias de verão, mas é onde tem WiFi. Mal e mal mas tem. Lá conversamos sobre Brasil, política, junho de 2013 – que eles disseram que foi quando se envolveram com política pela primeira vez – e o caos atual. Eu acredito é na rapaziada <3

Justo nesse dia Paulo comemorou 22 aninhos. Ana fez uma torta de durazno, cantamos parabéns, fizemos fogueira, música e depois fui com os meninos ver estrelas. Compartilhei o petyngua, o cachimbo Guarani, e conversamos sobre mborayu – o espírito que nos une, espiritualidade e o caminhar. Muitas estrelas cadentes rasgando o céu.

Bem fofos. Essas famílias que a gente vai encontrando no caminho. Me deu aquele mborayu, aquele sentimento de agradecer pela vida, pelos encontros, e confiar que tudo vai sempre bem. Agradecimento por estar onde estou com quem estou. Alegria de andarilha.

Ana contando histórias ao redor do fogo

No dia seguinte, pegamos a caçamba de um carrinho de mão velho, de madeira, e transformamos num canteiro – tapamos o fundo com papelão, para as ervas-daninhas não brotarem, colocamos 1/3 de areia e 2/3 de uma terra com esterco de cavalo. Os meninos transplantaram um alecrim ali. Depois eles foram podar árvores e aproveitar os galhos para fechar a parte de baixo da estufa, por onde entram tatus, que fazem a maior bagunça.

Eu tirei os matinhos que cresciam entre as tunas, uma espécie de cacto, tendo muito cuidado com os espinhos. Transplantei um San Pedro de um vaso pequeno para um maior, coloquei terra boa nos outros vasinhos e reguei tudo. De tarde, cuidei do doce de pêssego – o que viria a ser um trabalho habitual, logo após colher as frutas que estavam bombando nos pés.

Reguei as plantas nas estufas (são duas) e tomei banho na estufa-geodésica. O chuveiro fica em meio às plantas, dentro de um domo, e a água usada no banho serve para regá-las – o supra sumo da maximização de recursos (como o banheiro seco, em meio ao mato, que além do fator ecológico proporciona uma experiência ultra agradável, longe das quatro paredes, dos ladrilhos e do cheiro de produto de limpeza).

A simplicidade que na verdade é qualidade de vida – aquela sacada de que fazer a transição pra uma vida sustentável pode não ser uma questão de sacrifício e renúncia, mas ressignificação que leva à plenitude. Deixar velhos hábitos e padrões para construir um cotidiano prazeroso e com sentido.

Chuveiro na estufa

Saindo do banho, ainda na estufa, colhi manjericão, que estava dominando o pico e precisava ser podado – a ideia era fazer macarrão ao pesto na janta. Mas Analú chamou para ir cantar uns mantras no sítio vizinho, “Piedra Verde”, onde um grupo de amigos se encontra toda terça. Fomos.

A vizinha austríaca Lucie passou aqui para nos pegar, estavam também Cosie (australiana que está como voluntária com Lucie, trabalhando com cavalos) e um uruguaio que já esteve viajando de carona pelo Brasil. Eu fui com os dois meninos na caçamba. Muitos trovões pela estrada escura, vendo tudo de ré na velocidade do carro que passava rodeado por silhuetas de árvores. Zoom out. Realidade mágica.

Linda família anfitriã, pai, mãe, crianças e avó. Muitas gerações e nacionalidades mantrando junto. No final comemos pão com queijo-cremoso-ricota que eles produzem lá.

Hoje acordei mais devagar, me alonguei, fui a última a começar a trabalhar. Ajudei a limpar os canteiros e plantar umas mudas. Mexer na terra está sendo ótimo, estava com saudade. Fizemos almoço – macarrão ao pesto, chapati e salada. Depois, assim como ontem, cochilei na rede. Acordei, me servi um mate, li minhas anotações e cá estou eu escrevendo. Os dois meninos vão embora amanhã cedo, Paulo está ajudando Ana a separar umas mudas de frutíferas que ela quer mandar para sua outra filha.

 

28 de janeiro de 2017. Paulo e João se foram e os filhos adolescentes de Ana, Alejo e Tahiel, chegaram. Fiz feijão, arroz, farofa e salada – ironicamente, logo depois que os brasileiros que tanto sentiam saudade de feijão se foram. Os filhos de Ana têm muito interesse no Brasil e conhecem alguma coisa – o pai deles viveu na Bahia e namora uma brasileira. Ana, Vera e outra vizinha se juntaram para “fazer farmácia”. Produziram repelente e protetor solar.

Protetor solar de óleo de coco, urucum, germén de trigo y otras cositas más. O fator de proteção solar é equivalente a 30.

Depois do almoço, fiz a siesta, e quando acordei o pessoal estava saindo para a feira – uns vizinhos transformam sua casa em bar nas quintas e sextas, e quem quiser pode levar coisas para vender. Elas levaram os produtos da farmácia. Aproveitei para tirar umas fotos – Vera queria para divulgação da marca que criaram, a Tierra Sana. Estão fazendo tudo com muita calma, aos poucos – pesquisando, experimentando, vendendo e trocando. Os frascos são reutilizados – elas coletam por meio de uma rede informal que vai guardando para elas – e os rótulos feitos à mão.

Havia vários vizinhos e voluntários na feira. Ana me contou que tem uma galera “nova” chegando da Califórnia, que começou a trabalhar com cultivo de canabis lá e agora quer fazê-lo aqui – e que o povo local está estranhando um pouco, porque é “uma outra energia”.

Ouvi uma californiana falando das “mandalas femininas” e, como vi algumas amigas e conhecidas envolvidas nisso no Brasil, fui perguntar mais. Ela disse que se envergonha de ter participado, porque é uma grande roubada de fato – a tal da “pirâmide”. Segundo ela, rolaram vários processos judiciais em torno disso e, dos Estados Unidos, trouxeram esse modelo conscientemente para a América Latina, para dar continuidade a uma rede que já estava difamada por lá.

Ficamos um pouco e já voltamos ao sítio – e nos deparamos com Alejo, que tinha ficado em casa, fazendo empanadas. Ricas.

Eternamente, duraznos

Ontem e hoje fiquei fazendo doce de duraznos. Todo um processo de colher, descascar e cozinhar no fogo à lenha; catar madeira, fazer o fogo. Fiz tapioca pela manhã, eles curtiram, e agora tem pão de beijo no forno. Depois Alejo foi ajudar seu cunhado, companheiro de sua irmã Vera, a “quinchar” – estão fazendo o teto de palha de sua nova morada.

Várias casas bioconstruídas pela região – de todas que conheci até agora, nenhuma era de alvenaria. O lance pelas redondezas não é exatamente comunitário (mas, afinal, o que é comunidade? – a pergunta que não quer calar), mas ou de uma galera que compra terra junto e se ajuda (como aqui), ou de gente que compra individualmente e recebe pessoas por um tempo.

Vera migrou a partir dessa última situação – chegou com seu companheiro numa terra alheia, construíram um domo, e depois vieram para cá, quando surgiu a oportunidade de comprar um lote. A troca, no segundo caso, acaba sendo essa, as pessoas podem viver de graça no local e a contrapartida é que construam algo. A terra em que Vera morou antes de vir para cá, especificamente, já conta com três domos, construídos por gente que passou por lá. Também tem muitos estrangeiros comprando terrenos na região, que buscam natureza e tranquilidade, e grande parte deles só vêm pro Uruguay no verão.

 

Conversas com Ana: os desafios das relações humanas e o viver comunitário

Ana e seus filhos Alejo e Vera

Um dos temas que me moveram a caminhar foi o desafio comunitário. Desafio porque, apesar de ser um ideal muito bonito, colocá-lo em prática costuma ser bastante complicado. É a vontade de conhecer experiências e aprender com elas que vem guiando meus passos, e foi o que me trouxe até Yporã.

Compartilhei com Yrupe que, ao que me parece, as pessoas que se envolvem em comunidades intencionais (que é um termo pra quando um grupo se junta com objetivo de criar uma comunidade) costumam ter como foco conseguir uma terra, construir casas e plantar – mas que existem outros fatores que precisam ser levados em consideração (como bem indica a flor da permacultura), sendo os mais delicados os que giram em torno dos conflitos que permeiam as relações humanas.

“É muito fácil fazer cocô no balde, é muito fácil ter uma horta, uma casa bioconstruída – o difícil é mudar a maneira como nos relacionamos com o outro”, me respondeu Analú.

Por outro lado, ela entende que estar em comunidade com o entorno não é assim tão fácil, porque uma coisa é intervir no ambiente e outra coisa é estar em comunhão com o entorno, com todos os seres ao redor. Eles todos, assim como nós, são parte da comunidade do planeta. “Mas como seres humanos também temos a responsabilidade de gerar nossa própria comunidade, como os outros animais e seres fazem”, defende.

Ela lembra que Bill Mollison, considerado um dos “pais” da permacultura, aponta que o dinheiro não é o mais importante de tudo. Mollison reconhece que é importante, mas indica que o essencial são as relações. “Se as pessoas não estivessem tão solitárias e amedrontadas não precisariam de tanto dinheiro, poderiam se ajudar”, disse Yrupe, que justo nesse dia ficou de fazer e levar sopa para a vizinha que está doente: ela mora sozinha e os vizinhos organizaram um rodízio para cuidar dela.

Ana conta que as pessoas que compraram essa terra juntas o fizeram pelos mais diversos motivos: alguns porque foi o jeito que encontraram para vir morar no campo, outros para ficar perto de amigos e parentes, outros apenas para ter um lugar para vir descansar e alguns com vontade de criar algo em torno de comunidade, entre os quais ela se identifica. E assim ela vai trabalhando para que cada vez mais as coisas sejam decididas em comum e que iniciativas coletivas sejam geradas.

“A segurança comunitária se constrói – e se constrói porque seguimos outro caminho, não porque antes não se vivia e que é algo novo”, acredita Ana. “E não é que os Mapuche eram geniais, ou os Incas, ou os Guarani, não sei se eram geniais ou não, mas eles tinham estruturas que lhes serviam. E quando uma estrutura te serve? Quando podes te desenvolver como ser humano aí dentro e, por outro lado, querer servir, ter vontade de servir aos outros, e apoiar os caminhos dos outros. Mas como se faz, não sei. A verdade é que não sei. Mas não sei acreditar na segurança do dinheiro, não sou uma mulher a quem interessa fazer grana”, resume.

Ela sente uma necessidade, tem essa visão e se considera no direito de acreditar na segurança comunitária, que, segundo Yrupe, é “quando todos somos o colchãozinho de todos, todos somos a coberta de todos, todos somos a mão amiga de todos. Isso mais além das relações pessoais, em que um é mais amigo de um que de outro”, explica.

“Sempre se tem mais afinidade com um que com outro, não se trata de ignorar as afinidades, mas de sentir que se pertence, e nesse lugar onde se pertence, oferecer e receber, e poder se desenvolver como ser humano no que realmente teu coração vibra sem necessidade de estar pensando ‘beleza, e do que que eu vou viver?’, mas que isso que tens e que ofereces é recebido e é usado pelo grupo para que todos possam sobreviver – aliás, sobreviver, não. Viver”, sintetiza Yrupe.

“Isso que eu acredito que é comunidade, e não sei qual é a forma legal, qual a estrutura física, o que eu sei é que tem que haver comunhão entre as pessoas.” E ela entende essa comunhão como a geração de uma esfera comum de luz.

Interessante que, em guarani, uma palavra muito parecida com Yporã é Iporã, que é simplesmente… lindo.

Mas, no caso de Yrupe, o grupo já existe. “Não há primeiro uma forma e os que querem vão se adaptar a ela. O grupo já é esse, e por isso vamos ter que ir criando a forma juntos. E nem todos têm a mesma ideia que eu, nem todos têm a mesma vontade de compartilhar coisas como eu, e é assim. Todos somos diferentes e estamos em etapas diferentes da vida também.”

Além do desafio interno de comunidade, há as relações com a vizinhança de um modo geral. Nesse caso, gente que veio de fora querendo viver de forma diferente do convencional e gente que já vivia aqui que, em sua maioria, cria gado. Agropecuária extensiva. “Mas são vizinhos locais, não gente que vem de outro planeta… Nos conhecemos”, diz ela, e explica que alguns dos “novos” tentam manter uma boa relação com os “antigos”, e que se geram coisas interessantes.

Analú já trabalhou com oficinas de arte, e conta que tem vontade de voltar a trabalhar com adolescentes, porque nessa fase eles ainda não estão tão presos às amarras do sistema. Ela também tem trabalhado com oficinas de farmácia natural e cursos de design em permacultura, incorporando práticas lúdico-criativas-corporais. Para ela, a permacultura é uma ferramenta que gera propósitos pessoais – e por isso a vontade de trabalhar com adolescentes em especial, porque é uma boa idade para orientar propósitos pessoais, porque eles ainda estão decidindo “o que fazer da vida”.

Quanto ao propósito de segurança comunitária, ela confessa que não sabe como fazer. “Às vezes me refugio nessa ideia de servir e amar e que o resto vai vir sozinho. Pode ser. Não sei, não digo que não, mas às vezes sinto que é preciso fazer um outro movimento. Capaz que seja ansiedade minha, capaz que não, não sei, na verdade.”

Para Ana, “comunidade é gente junta, gerando uma unidade, gerando vida em comum, gerando movimento em comum, gerando crescimento; para mim a comunidade precisa ter desenvolvimento pessoal, crescimento e visão comum.” São muitas as dificuldades da convivência cotidiana, do decidir e fazer comum – e são essas dificuldades que geram crescimento.

Ana acredita que, para que essas dificuldades possam ser harmonizadas, ou integradas, ou superadas, “através do amor e do serviço que deve partir de cada um, é necessário ter uma visão comum. E uma visão comum que parta de uma certeza espiritual. A visão tem que partir de uma certeza espiritual. Senão não funciona. E eu sei lá como se faz, estamos caminhando nesse sentido, me parece, não sei. Rezo para que caminhemos nesse sentido.”

Mas, de qualquer maneira, caminhamos.

 

Yporã não tem site nem página no Facebook. Ana não acredita muito nesses contatos digitais, e tem recebido “voluntários” por meio de indicações entre amigos e conhecidos – outras conexões. Já os vizinhos recebem voluntários por meio de sites como WorkAway e Wwoof.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*